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Fernando M. Velloso

Na genealogia do homem que cria – ao qual se convencionou dar o nome de artista – não se encontra uma separação entre suas múltiplas manifestações, nem no que diz respeito à manipulação e aperfeiçoamento da técnica nem no que concerne aos aspectos intelectuais. A vida sempre foi, para o homem, o seu pretexto maior para revelar-se um criador. São relativamente recentes os conceitos de arte e de artista, assim como as relações entre um e outro através da chamada produção artística, ou seja, da obra de arte. É nela que esse criador – operário reverenciado da cultura material – ativa um misterioso circuito entre paradigmas da sociedade de seu tempo e estruturas formais de sua linguagem. É ainda na obra de arte que o homem celebra a síntese entre os recônditos significados da pulsão e os ilimitados universos do imaginário.

Ao refletir sobre o trabalho de Fernando Velloso, é difícil evitar uma alusão a esse território filosófico do fazer, no qual a sensibilidade migra, onde as fronteiras das linguagens artísticas são tênues e o fazer artístico vem do fazer sempre.Tendo tido uma formação de arquiteto, Velloso jamais praticou a arquitetura em seu sentido estrito e convencional. Talvez até a mesma força estranha que o tenha impelido a fazer o curso a ponto de levá-lo até o fim, volta e meia se revela nas construções “arquitetônicas” de seus quadros. Mas uma coisa é certa : a iniciativa de engavetar definitivamente o diploma reverteu-se numa saudável concentração de energia para sua produção artística.

Artífice da construção poética sobre a qual se concentrou, Fernando Velloso conserva em seu processo – e usando aqui um termo de Roland Barthes – um déplacement sémiologique, uma espécie de deslocamento para a linguagem artística de certos princípios que têm sua gênese na arquitetura. Basta ver com que fluência ele cria cenários para a dança e cinema, enriquecendo o espaço cênico e reforçando no espetáculo seu poder de força criativa e coerência expressiva. Se esse universo da arquitetura já havia se deslocado também para sua obra pictórica, esses últimos trabalhos evidenciam o uso de um inventário de revestimentos, um reagrupamento de superfícies trabalhadas que nos ativam a memória, que nos remetem a um convívio remoto, com muros, paredes, pisos, tetos.

Enfim, com planos verticais e horizontais, de cima e de baixo, que um dia
foram nossos invólucros e sobre os quais assistimos agir o implacável poder do tempo. Isso diz respeito à fruição da matéria. Como em toda pintura, fale-se também da cor: telúrica, desconstruída e residual. Mas há ainda a questão da forma. Mantendo-se no plano bidimensional, os volumes se projetam numa ordenação à moda das assemblages, com sua imbricação característica. Mais recentemente, as construções de Velloso tem buscado uma espécie de racionalidade deliberadamente ingênua, uma geometria de pureza subjacente, um resíduo da cultura popular cuja matriz pode estar, por exemplo, numa colcha de retalhos. Em outros momentos ainda que guardando essas características prevalece o rigor construtivo, com obras de dimensões iguais, como que seriadas, deixando falar mais alto a matéria em si e sua rica diversidade.

José Alberto Nemer

FERNANDO M. VELLOSO

Fernando Velloso iniciou sua carreira nos anos 70, mas a consolidação profissional aconteceu nas duas últimas décadas. O artista faz parte de uma geração que pôde experimentar praticamente tudo o que este período ofereceu: o conhecimento mais apurado e depurado de uma história artística brasileira e internacional, em especial a do modernismo; e, ao mesmo tempo, a convivência com as críticas que surgiram a partir desta perspectiva; além da abertura de múltiplas liberdades para o trabalho artístico.
Vem também de sua geração um ideal: a recusa de uma imagem exótica do Brasil (e da arte brasileira) e o desejo de articular uma linguagem que traduza uma visão mais complexa do País, sua cultura e arte. Por estes motivos, a linguagem de Fernando Velloso, assim como a de outros contemporâneos do artista, conjuga uma reconfiguração dos grandes temas da cultura brasileira, ao mesmo tempo em que provoca e realiza um diálogo incisivo com a cena transnacional de arte – afinal, estes artistas vivem num tempo em que certos motivos se globalizaram.
À releitura da cultura nacional correspondem questões como as raízes multiculturais, a formatação de uma linguagem pessoal (e até original) e, especialmente, a longa e complexa articulação dos variados e conflitivos elementos desta história, que se origina na colonização. ( Walter Sebastião)

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
2005 Carminha Macedo Galeria de Arte - Belo Horizonte - MG - Brasil
2005 Arte em Dobro - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
2003 Arte em Dobro - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
2001 Bolsa de Arte de Porto Alegre - Porto Alegre - RS - Brasil
2001 Noris Galeria - Curitiba - PR - Brasil
2001 Mônica Figueiras Galeria de Arte - São Paulo - SP - Brasil
2001 Cecília Brennand - Recife - PE - Brasil
2001 Quadrum Galeria de Arte - Belo Horizonte - MG - Brasil
2000 Mônica Figueiras Galeria de Arte - São Paulo - SP - Brasil
2000 Noris Espaço de Arte - Curitiba - PR - Brasil
1999 Tel Aviv Performing Arts Center - Israel
1999 Celma Albuquerque Galeria de Arte - Belo Horizonte - MG - Brasil
1999 Referencia Galeria de Arte - Brasília - DF - Brasil
1999 Athisma Art Contemporain - Lyon - França
1999 Voltre Galeria de Arte - Rio de Janeiro - RJ – Brasil
arte Aplicad SP, Almacen, Rio e exposição comemorativa dos 50 anos da Cemig, em sua galeria Belo Horizonte

PARTICIPAÇÕES COLETIVAS:
2006 SP Arte – Arte em Dobro – RJ – Brasil
2006 SP Arte - Bolsa de Arte de Porto Alegre - São Paulo - SP - Brasil
2005 Paulo Darzé Galeria de Arte - BA – Brasil
2005 SP Arte – Bolsa de Arte de Porto Alegre - São Paulo - SP - Brasil
2005 Feira de Arte de Lisboa – Portugal
2000 Feira Internacional de Buenos Aires - Argentina
2000 ARS Brasilis - Belo Horizonte - MG - Brasil
2000 Bravas Gentes Brasileiras - Palácio das Artes - Belo Horizonte - MG - Brasil
2000 Rosas Rosa Instalação com Éder Santos - Casa das Rosas - São Paulo - SP - Brasil
1999 Diálogos três artistas em duas dimensões - José Alberto Nemer, Mario Zavaglio e Fernando Velloso - Instituto Cultural Usiminas - Ipatinga - MG - Brasil
1997 Quatro Artistas Mineiros - 4º Encontro das Américas - Galeria AM - Belo Horizonte - MG - Brasil
1996 Exposição com Amílcar de Castro e Marcos Benjamim - Galeria Elms Lester - Londres - Inglaterra

HISTÓRICO:
2006 Capa do Livro “Amores Isósceles” – Sérgio Bandeira de Melo
2005 Livro Fernando Velloso – Obras 1989 a 2005
1999 Professor do Atelier de Pintura - 31º Festival de Inverno de Ouro Preto - MG - Brasil
1997 Ilustração para "Conto da Ilha Desconhecida" José Saramago - Revista Veja
1997 Participação no Seminário de Cenografia Projeto Flávio Império em cena - SESC Pompéia - São Paulo - SP - Brasil
1997 Prêmio Amparc - Melhor Cenografia "Bach" - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1994 Professor do 26º Festival de Inverno de Ouro Preto - MG - Brasil
1993 Prêmio Panorama de Arte Brasileira - Museu de Arte Moderna de São Paulo - SP - Brasil
1993 Livro de Litogravuras - Editora D.L.O. - Belo Horizonte - MG - Brasil
1990 Prêmio de melhor cenografia para dança "Missa do Orfanato" - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1988 Professor do Núcleo de Aprofundamento Pintura - 20º Festival de Inverno - Poços de Caldas - MG - Brasil
1979 Assessor de Artes Plásticas da Coordenadoria de Cultura de Minas Gerais - Brasil
1977 Projeto Iluminação para Ballet "Maria Maria" de Milton Nascimento, Fernando Brant e Oscar Araiz - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1974 Formado em Arquitetura pela UFMG - Belo Horizonte - MG – Brasil

CENOGRAFIA:
2004 "MAP" - Música Uakti - Coreografia Rodrigo Pederneiras - Ballet Jazz de Montreal
2004 "A Idade da Ameixa" - Direção Guilherme Leme
2000 Cenário para o Ballet "Terra Nova" - Coreografia Rodrigo Pederneiras - Fundação Gulbenkian - Lisboa - Portugal
1998 Cenário para "Benguelê" - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1997 Cenário para Parabelo - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1997 Cenário para 4º Encontro das Américas no Minas Centro - Belo Horizonte - MG - Brasil
1997 Cenário para "Alluvium" - Coreografia Rodrigo Pederneiras - Deutche Opper - Berlim
1997 Cenário para "Lês Doubles" - Coreografia Rodrigo Pederneiras - Ópera Du Rhin - Strasbourg - Alemanha
1996 Cenário para "Bach" - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1996 Cenário para lançamento da trilha do filme "Tieta do Agreste" - Diretora de Arte Lia Renha
1995 Participação do filme "Enredando as pessoas" - Diretor Éder Santos
1995 Participação na cenografia do filme "Tieta do Agreste" - Diretora de Arte Lia Renha e Diretor Cacá Diegues
1994 Cenário para "Uma mulher vestida de sol" - Diretor Luiz Fernando Carvalho - Rede Globo de Televisão

PRINCIPAIS COLEÇÕES:
Univesity of Essex - Latin America Collection of Arts - Inglaterra
MAC - Museu de Arte Contemporânea de São Paulo - SP - Brasil
MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo - SP - Brasil
Museu da Pampulha - Belo Horizonte - MG - Brasil
Coleção Palácio das Artes - Belo Horizonte - MG - Brasil
Palácio da Liberdade - Governo do Estado de Minas Gerais - Belo Horizonte - MG - Brasil
The British Museum - Departament of Prints and Drawings - Inglaterra
Instituto Moreira Salles - Brasil
Coleção João Santamini - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Banco Cidade - São Paulo - SP - Brasil
Banco Rural - Belo Horizonte - MG – Brasil
Banco HSBC - Belo Horizonte - MG – Brasil
Lloyds Bank - Belo Horizonte - MG - Brasil
Chase Manhattan Bank - Belo Horizonte - MG – Brasil

Na genealogia do homem que cria – ao qual se convencionou dar o nome de artista – não se encontra uma separação entre suas múltiplas manifestações, nem no que diz respeito à manipulação e aperfeiçoamento da técnica nem no que concerne aos aspectos intelectuais. A vida sempre foi, para o homem, o seu pretexto maior para revelar-se um criador. São relativamente recentes os conceitos de arte e de artista, assim como as relações entre um e outro através da chamada produção artística, ou seja, da obra de arte. É nela que esse criador – operário reverenciado da cultura material – ativa um misterioso circuito entre paradigmas da sociedade de seu tempo e estruturas formais de sua linguagem. É ainda na obra de arte que o homem celebra a síntese entre os recônditos significados da pulsão e os ilimitados universos do imaginário.

Ao refletir sobre o trabalho de Fernando Velloso, é difícil evitar uma alusão a esse território filosófico do fazer, no qual a sensibilidade migra, onde as fronteiras das linguagens artísticas são tênues e o fazer artístico vem do fazer sempre.Tendo tido uma formação de arquiteto, Velloso jamais praticou a arquitetura em seu sentido estrito e convencional. Talvez até a mesma força estranha que o tenha impelido a fazer o curso a ponto de levá-lo até o fim, volta e meia se revela nas construções “arquitetônicas” de seus quadros. Mas uma coisa é certa : a iniciativa de engavetar definitivamente o diploma reverteu-se numa saudável concentração de energia para sua produção artística.

Artífice da construção poética sobre a qual se concentrou, Fernando Velloso conserva em seu processo – e usando aqui um termo de Roland Barthes – um déplacement sémiologique, uma espécie de deslocamento para a linguagem artística de certos princípios que têm sua gênese na arquitetura. Basta ver com que fluência ele cria cenários para a dança e cinema, enriquecendo o espaço cênico e reforçando no espetáculo seu poder de força criativa e coerência expressiva. Se esse universo da arquitetura já havia se deslocado também para sua obra pictórica, esses últimos trabalhos evidenciam o uso de um inventário de revestimentos, um reagrupamento de superfícies trabalhadas que nos ativam a memória, que nos remetem a um convívio remoto, com muros, paredes, pisos, tetos.

Enfim, com planos verticais e horizontais, de cima e de baixo, que um dia
foram nossos invólucros e sobre os quais assistimos agir o implacável poder do tempo. Isso diz respeito à fruição da matéria. Como em toda pintura, fale-se também da cor: telúrica, desconstruída e residual. Mas há ainda a questão da forma. Mantendo-se no plano bidimensional, os volumes se projetam numa ordenação à moda das assemblages, com sua imbricação característica. Mais recentemente, as construções de Velloso tem buscado uma espécie de racionalidade deliberadamente ingênua, uma geometria de pureza subjacente, um resíduo da cultura popular cuja matriz pode estar, por exemplo, numa colcha de retalhos. Em outros momentos ainda que guardando essas características prevalece o rigor construtivo, com obras de dimensões iguais, como que seriadas, deixando falar mais alto a matéria em si e sua rica diversidade.

José Alberto Nemer

FERNANDO M. VELLOSO

Fernando Velloso iniciou sua carreira nos anos 70, mas a consolidação profissional aconteceu nas duas últimas décadas. O artista faz parte de uma geração que pôde experimentar praticamente tudo o que este período ofereceu: o conhecimento mais apurado e depurado de uma história artística brasileira e internacional, em especial a do modernismo; e, ao mesmo tempo, a convivência com as críticas que surgiram a partir desta perspectiva; além da abertura de múltiplas liberdades para o trabalho artístico.
Vem também de sua geração um ideal: a recusa de uma imagem exótica do Brasil (e da arte brasileira) e o desejo de articular uma linguagem que traduza uma visão mais complexa do País, sua cultura e arte. Por estes motivos, a linguagem de Fernando Velloso, assim como a de outros contemporâneos do artista, conjuga uma reconfiguração dos grandes temas da cultura brasileira, ao mesmo tempo em que provoca e realiza um diálogo incisivo com a cena transnacional de arte – afinal, estes artistas vivem num tempo em que certos motivos se globalizaram.
À releitura da cultura nacional correspondem questões como as raízes multiculturais, a formatação de uma linguagem pessoal (e até original) e, especialmente, a longa e complexa articulação dos variados e conflitivos elementos desta história, que se origina na colonização. ( Walter Sebastião)

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
2005 Carminha Macedo Galeria de Arte - Belo Horizonte - MG - Brasil
2005 Arte em Dobro - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
2003 Arte em Dobro - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
2001 Bolsa de Arte de Porto Alegre - Porto Alegre - RS - Brasil
2001 Noris Galeria - Curitiba - PR - Brasil
2001 Mônica Figueiras Galeria de Arte - São Paulo - SP - Brasil
2001 Cecília Brennand - Recife - PE - Brasil
2001 Quadrum Galeria de Arte - Belo Horizonte - MG - Brasil
2000 Mônica Figueiras Galeria de Arte - São Paulo - SP - Brasil
2000 Noris Espaço de Arte - Curitiba - PR - Brasil
1999 Tel Aviv Performing Arts Center - Israel
1999 Celma Albuquerque Galeria de Arte - Belo Horizonte - MG - Brasil
1999 Referencia Galeria de Arte - Brasília - DF - Brasil
1999 Athisma Art Contemporain - Lyon - França
1999 Voltre Galeria de Arte - Rio de Janeiro - RJ – Brasil
arte Aplicad SP, Almacen, Rio e exposição comemorativa dos 50 anos da Cemig, em sua galeria Belo Horizonte

PARTICIPAÇÕES COLETIVAS:
2006 SP Arte – Arte em Dobro – RJ – Brasil
2006 SP Arte - Bolsa de Arte de Porto Alegre - São Paulo - SP - Brasil
2005 Paulo Darzé Galeria de Arte - BA – Brasil
2005 SP Arte – Bolsa de Arte de Porto Alegre - São Paulo - SP - Brasil
2005 Feira de Arte de Lisboa – Portugal
2000 Feira Internacional de Buenos Aires - Argentina
2000 ARS Brasilis - Belo Horizonte - MG - Brasil
2000 Bravas Gentes Brasileiras - Palácio das Artes - Belo Horizonte - MG - Brasil
2000 Rosas Rosa Instalação com Éder Santos - Casa das Rosas - São Paulo - SP - Brasil
1999 Diálogos três artistas em duas dimensões - José Alberto Nemer, Mario Zavaglio e Fernando Velloso - Instituto Cultural Usiminas - Ipatinga - MG - Brasil
1997 Quatro Artistas Mineiros - 4º Encontro das Américas - Galeria AM - Belo Horizonte - MG - Brasil
1996 Exposição com Amílcar de Castro e Marcos Benjamim - Galeria Elms Lester - Londres - Inglaterra

HISTÓRICO:
2006 Capa do Livro “Amores Isósceles” – Sérgio Bandeira de Melo
2005 Livro Fernando Velloso – Obras 1989 a 2005
1999 Professor do Atelier de Pintura - 31º Festival de Inverno de Ouro Preto - MG - Brasil
1997 Ilustração para "Conto da Ilha Desconhecida" José Saramago - Revista Veja
1997 Participação no Seminário de Cenografia Projeto Flávio Império em cena - SESC Pompéia - São Paulo - SP - Brasil
1997 Prêmio Amparc - Melhor Cenografia "Bach" - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1994 Professor do 26º Festival de Inverno de Ouro Preto - MG - Brasil
1993 Prêmio Panorama de Arte Brasileira - Museu de Arte Moderna de São Paulo - SP - Brasil
1993 Livro de Litogravuras - Editora D.L.O. - Belo Horizonte - MG - Brasil
1990 Prêmio de melhor cenografia para dança "Missa do Orfanato" - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1988 Professor do Núcleo de Aprofundamento Pintura - 20º Festival de Inverno - Poços de Caldas - MG - Brasil
1979 Assessor de Artes Plásticas da Coordenadoria de Cultura de Minas Gerais - Brasil
1977 Projeto Iluminação para Ballet "Maria Maria" de Milton Nascimento, Fernando Brant e Oscar Araiz - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1974 Formado em Arquitetura pela UFMG - Belo Horizonte - MG – Brasil

CENOGRAFIA:
2004 "MAP" - Música Uakti - Coreografia Rodrigo Pederneiras - Ballet Jazz de Montreal
2004 "A Idade da Ameixa" - Direção Guilherme Leme
2000 Cenário para o Ballet "Terra Nova" - Coreografia Rodrigo Pederneiras - Fundação Gulbenkian - Lisboa - Portugal
1998 Cenário para "Benguelê" - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1997 Cenário para Parabelo - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1997 Cenário para 4º Encontro das Américas no Minas Centro - Belo Horizonte - MG - Brasil
1997 Cenário para "Alluvium" - Coreografia Rodrigo Pederneiras - Deutche Opper - Berlim
1997 Cenário para "Lês Doubles" - Coreografia Rodrigo Pederneiras - Ópera Du Rhin - Strasbourg - Alemanha
1996 Cenário para "Bach" - Grupo Corpo - Belo Horizonte - MG - Brasil
1996 Cenário para lançamento da trilha do filme "Tieta do Agreste" - Diretora de Arte Lia Renha
1995 Participação do filme "Enredando as pessoas" - Diretor Éder Santos
1995 Participação na cenografia do filme "Tieta do Agreste" - Diretora de Arte Lia Renha e Diretor Cacá Diegues
1994 Cenário para "Uma mulher vestida de sol" - Diretor Luiz Fernando Carvalho - Rede Globo de Televisão

PRINCIPAIS COLEÇÕES:
Univesity of Essex - Latin America Collection of Arts - Inglaterra
MAC - Museu de Arte Contemporânea de São Paulo - SP - Brasil
MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo - SP - Brasil
Museu da Pampulha - Belo Horizonte - MG - Brasil
Coleção Palácio das Artes - Belo Horizonte - MG - Brasil
Palácio da Liberdade - Governo do Estado de Minas Gerais - Belo Horizonte - MG - Brasil
The British Museum - Departament of Prints and Drawings - Inglaterra
Instituto Moreira Salles - Brasil
Coleção João Santamini - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Banco Cidade - São Paulo - SP - Brasil
Banco Rural - Belo Horizonte - MG – Brasil
Banco HSBC - Belo Horizonte - MG – Brasil
Lloyds Bank - Belo Horizonte - MG - Brasil
Chase Manhattan Bank - Belo Horizonte - MG – Brasil